O advogado e o seu melhor produto: o conhecimento


O ordenamento jurídico brasileiro sofre constantes mutações, portanto, é nosso dever, enquanto operadores do direito, estar antenados a todas inovações legislativas. O Advogado que não se atualiza, certamente, não poderá vender seu melhor produto: o conhecimento.


O Brasil, para quem não sabe, é um dos países com mais Leis em vigor. Nosso país bate recorde em número de Leis, inclusive nem se pode contá-las, haja vista que, diariamente, cerca de 18 (dezoito) novas Leis são editadas, segundo a Escritora Adriana Sydor.
Tratei de acessar o site do planalto e, como já era esperado, há novas Leis Ordinárias já publicadas, conforme print abaixo:
Percebam que a pesquisa baseou-se, tão somente, nas Leis Ordinárias, isto é, sem levar em consideração as demais espécies legislativas. Comprova-se, pois, que há inúmeras normas jurídicas (em sentido amplo) sendo editadas diariamente.
O porquê de tantas Leis (ou alterações legislativas)?
A sociedade é mutável e, por esse motivo, novas normas reguladoras vão sendo criadas, dia a dia, mês a mês, ano a ano, enfim, Leis, Leis e mais Leis (com L maiúsculo).
Segundo as palavras de Rudolfo Lago:
"Existem leis feitas para um homem só, decretos que dão ao ministro das Relações Exteriores a prerrogativa de permitir casamentos de diplomatas de carreira com pessoas estrangeiras e até mecanismos automáticos de indexação salarial, resquício da época da hiperinflação."
De fato, há leis feitas para um homem só. Uma infinidade de Leis. Nossa Constituição, por exemplo, é classificada como analítica, isto é, inchada, prolixa, extensa. Isso mostra que há muitas normas jurídicas a serem estudadas, Nobres Leitores.
Dadas as informações, vamos ao que, realmente, interessa!
Partindo-se da premissa de que temos inúmeras espécies legislativas a serem analisadas, logo, chega-se à conclusão de que precisamos estudar mais e mais, pois, caso contrário, não teremos o conhecimento necessário e, consequentemente, ficaremos para trás.
Mas, mesmo com inúmeras horas de estudos, compreende-se que seria quase impossível estar a par de todas as alterações/inovações legislativas. Portanto, chega-se a uma outra conclusão: Não há espaços para advogado (a) "clínico geral", ou seja, aquele que "entende" de tudo (atua em todas as áreas do direito).
Entretanto, o objetivo principal do texto concentra-se no primeiro assunto: estudo e atualizações (o caminho para o conhecimento). Haverá outras oportunidades para falar do advogado "clínico geral" (ou Severino).
Pois bem. Diante da infinidade de Leis existentes no nosso ordenamento jurídico, atualizar-se tornou uma obrigação.
Fala-se muito de marketing jurídico, mas se esquecem do principal: o conhecimento. Afinal, como vamos vender um produto sem tê-lo, considerando-se que o (a) advogado (a), ao meu sentir, vende conhecimento (trabalho intelectual)?
O profissional que sai à frente é aquele que está sempre antenado aos acontecimentos no mundo jurídico. Hodiernamente, temos mais de um milhão de advogados (as) inscritos nos quadros da OAB, segundo a própria entidade, mas, será que todos estão aptos a advogar? Tenho minhas dúvidas, em.
Nós vendemos conhecimento, Nobres Causídicos. Temos que nos atualizar. O conhecimento só se adquire com estudos, especializações...seja lendo ou assistindo vídeos, não importa, devemos buscá-lo de alguma forma.
Sabe-se que o Direito (em sentido amplo) é considerado complexo e, como muitos dizem, não se trata de uma ciência exata se comparado à matemática, já que sempre haverá uma exceção à regra.
Além das Leis propriamente, há também as fontes secundárias, como exemplo, as Doutrinas e Jurisprudências. Há, portanto, motivos de sobra para se manter atualizado.
Estudos + Atualizações = Conhecimento.
Paro por aqui, afinal, tenho que me atualizar (adquirir conhecimento). ;)
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Forte abraço e obrigado pela leitura, Nobre Leitor!
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