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Novo lote de respiradores fica retido e governo estadual monta plano B


Previsto para chegar à Bahia nesta quarta-feira (6), um segundo lote de respiradores não tem mais data exata da entrega. São 350 aparelhos adquiridos com parte do pagamento antecipado. O adiamento foi anunciado pelo governador Rui Costa em entrevista a TV Bahia. Uma primeira encomenda, com 600 unidades contratadas pelo Consórcio Nordeste, já havia sido cancelada por fornecedor chinês. “Os prazos não têm sido cumpridos pelos fornecedores mesmo tendo cláusulas contratuais de multa”, lamentou Rui Costa.
Com um déficit de 500 aparelhos para alcançar a estrutura planejada no combate ao novo coronavírus, o governo estadual montou um plano B já em curso. Outro lote foi comprado de um fabricante da Inglaterra. A expectativa do governador Rui Costa é de que um destes lotes – o atrasado ou o vindo da Europa – chegue na próxima semana.
“Nós montamos a estratégia de, seguindo o velho ditado, não colocar todos os ovos em uma cesta única. Compramos de fornecedores diferentes, com logísticas diferentes, para minimizar o impacto de eventuais adiamentos ou cancelamentos”. O estado faz também compras individuais ou coletivas, via Consórcio do Nordeste.
Outra alternativa que vem sendo implementada, enquanto os aparelhos novos não chegam, é o remanejamento na própria rede pública. O secretário de Saúde, Fábio Vilas-Boas, relatou que unidades com demanda em baixa devido à quarentena – voltadas a cirurgias gerais ou politraumas, por exemplo – cederam seus respiradores para o tratamento da Covid-19.
No começo de junho, considerando a dinâmica atual do vírus, o governo baiano espera contar com 1,3 mil leitos de UTI para portadores do novo coronavírus. A recuperação de equipamentos antigos é outra ação em curso, via parceria com o Senai Cimatec ou contratação de empresas especializadas. “Estamos até desmontando dois para montar um (com bom funcionamento), desmontando três para montar um”, acrescentou Rui Costa.
Médicos
Além dos respiradores, uma segunda dificuldade relatada pelo governador na entrevista foi o quantitativo de profissionais de saúde para abrir todos os leitos necessários, especialmente médicos. “A orientação para a Procuradoria Geral do Estado junto com a Secretaria de Saúde é publicar o edital de chamamento destes médicos para saber se de fato nós teremos todos os médicos para cobrir todos os leitos”. Caso não encontre todos os profissionais, a ideia apresentada por Rui Costa é buscar em outros estados com demanda menor ou estrangeiros residentes no Brasil.
Fonte: Bahia.Ba

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