No Brasil, 31.790 profissionais de saúde contraíram covid-19


Agência Brasil - O secretário-substituto de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Eduardo Macário, participou de entrevista no Palácio do Planalto sobre o enfrentamento à pandemia de covid-19 no Brasil. Ele apresentou dados captados pelo SUS Notifica, sistema criado no início da pandemia para reunir os dados sobre o novo coronavírus no país. 

Segundo o secretário, até o momento foram identificados 199.768 profissionais de saúde com suspeita de covid-19. Destes, 31.790 foram confirmados e 114.301 estão em investigação. Outros 53.677 descartados. Do total dos casos suspeitos, as modalidades mais atingidas são técnicos ou auxiliares de enfermagem (34,2%), enfermeiro (16,9%), médico (13,3%), recepcionista (4,3%).

Tendência de alta

Eduardo Macário ressaltou que o Brasil passou a França em número de casos. De acordo com o gráfico, o Brasil apresenta uma tendência de alta, assim como os Estados Unidos, enquanto outros países com grande número de casos já sinalizam uma tendência de queda. 
Distribuição dos óbitos por covid-19 em sete países com mais casos confirmados.
Distribuição dos óbitos por covid-19 em sete países com mais casos confirmados. - Ministério da Saúde

“Estamos numa tendência crescente principalmente por conta do quantitativo de testes assim como a transmissão que está ocorrendo em várias cidades. Estamos em uma ascendência no número de óbitos [por covid-19], mostrando que situação epidemiológica é de alerta no Brasil. Não há perspectiva de estabilização ou diminuição”, pontuou o secretário.
Essa avaliação, acrescentou, serve para os gestores locais balizarem suas medidas e para que a população tome os devidos cuidados para evitar a infecção. Ele defendeu a estratégia de testar, identificar os infectados e isolar os contatos. 
Contudo, não comentou as medidas de distanciamento mais rígidas sendo adotadas por diversos estados e cidades nem informou como ficou a situação das orientações para o distanciamento cuja versão preliminar foi anunciada na segunda-feira(11). Ontem o Ministério da Saúde cancelou a entrevista coletiva diária sob a alegação de que não havia conseguido consenso com secretários estaduais e municipais. 

Estados e cidades

De acordo com o mapa do Ministério da Saúde, hoje há 2.988 municípios que registraram caso confirmado de covid-19 e 1.087 (53,8%) municípios registraram óbitos (19%). A equipe da pasta também elaborou levantamento para identificar a velocidade de avanço da pandemia, considerando a evolução a partir do registro do 50º caso. Este indicador não compara o número de casos. 
No Brasil, a média de aumento diário dos casos de covid-19 foi de 7,3%. Na Região Nordeste, os estados com maior velocidade de disseminação do vírus são a Paraíba, com 10,4%; e Maranhão, 8,9%. Na Região Norte, os de maior intensidade de aumento da epidemia são Pará (10,4%) e Amazonas (9,1%). No Sudeste, os estados com evolução mais rápida da pandemia são Rio de Janeiro ( 6,4%) e São Paulo (6,1%). No Sul, Rio Grande do Sul (5,8%) e Santa Catarina (5,1%). E no Centro-Oeste, Mato Grosso (7,2%) e Distrito Federal (6,8%). 

Testes de covid-19

Macário declarou que foram distribuídos até agora três milhões de testes. Segundo ele, agora o momento é da 2ª fase, para a qual está previsto o encaminhamento de sete milhões de testes de laboratório (PCR) e 9,5 milhões de kits para exames sorológicos. Até o fim do ano, a previsão é chegar a 46 milhões realizados. De acordo com o representante do Ministério da Saúde, 128 mil exames ainda estão em processamento.

Veja na íntegra


No boletim divulgado ontem (13) pelo Ministério da Saúde, o Brasil registrava 13.149 mil mortes por covid-19. Já os novos casos confirmados totalizaram 188.974. Do total de casos confirmados, 97.402 (51,4%%) estão em acompanhamento e 78.424 (41,5%) foram recuperados. Há ainda 2.050 mortes em investigação. 

Em SP, 20% dos internados em UTI por covid-19 morrem devido à doença

Um em cada cinco pacientes infectados pelo novo coronavírus internados em leitos de unidades de terapia intensiva (UTI) no estado de São Paulo morre por causa da doença. A informação foi divulgada hoje (14) pelo diretor do Hospital Emílio Ribas, Luiz Carlos Pereira Junior, membro do Centro de Contingência do Coronavírus em São Paulo. "Isso quer dizer que, de cada cinco pacientes que vão para a UTI, um não volta para casa. E a taxa de ocupação dos leitos de UTI está em torno de 85% e aumentando”. 
Segundo o coordenador de controle de doenças da Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo, Paulo Menezes, 8% das pessoas diagnosticadas com covid-19 no estado morreram por causa da doença.
“Temos 4.315 óbitos para 54 mil pessoas diagnosticadas. Isso dá aproximadamente 8%. Ou seja, 8% das pessoas que foram diagnosticadas, vieram a óbito. E não foi por falta de leito de UTI, porque isso não está acontecendo no estado de São Paulo. Mas porque a cada dia que passa, entendemos que a doença é mais grave. O vírus é mais agressivo do que parecia no início da pandemia”, falou ele.

Pesquisadores desenvolvem testes rápidos para detectar coronavírus

Pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), no estado de São Paulo, desenvolvem um tipo de dispositivo para identificar a covid-19 em pacientes infectados em ambientes contaminados e nas redes de esgoto, por meio de um sensor eletroquímico para a detecção, na saliva da vítima, de pelo menos três sequências do genoma do vírus. 
Segundo o líder do projeto, Ronaldo Censi Faria, pesquisador do Centro de Ciências Exatas e de Tecnologia da UFSCar, o objetivo é desenvolver uma metodologia simples e de baixo custo para o diagnóstico do novo coronavírus. A plataforma de testes descartável fará uso de materiais de fácil acesso e equipamentos simples e também permitirá a análise de diferentes amostras simultaneamente.
Edição: Liliane Farias

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