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Dá pra empreender na advocacia em tempos de crise?


Se empreender na advocacia autônoma já é difícil, tudo fica ainda mais complicado se estivermos passando por uma pandemia que causa o fechamento dos fóruns, comércios e atividades em geral.

 Mas calma, nem tudo está perdido! Para driblar as dificuldades do isolamento, seguem abaixo algumas dicas indispensáveis para ajudar a garantir o pão de cada dia durante o período de crise:
1) Os fóruns estão fechados e não parados:
 Embora as audiências estejam paralisadas, as pesquisas apontam que a produtividade dos tribunais subiu consideravelmente no ultimo mês. Os índices consideram o número crescente de decisões e sentenças prolatadas.
 Essa é uma ótima hora de mostrar ao seu cliente da base que você, enquanto advogado (a), não está parado, e informar qualquer evolução no processo dele.
 Se o processo não se movimentou, procure algum motivo para entrar em contato com esse cliente, pois acreditem, eles te trarão novos negócios.
 Por exemplo, no tribunal do estado onde eu trabalho (TJPE), é disponibilizada uma lista com a ordem cronológica do julgamento dos processos, conforme constam nas imagens abaixo:
 Esta é uma ótima “deixa” para puxar uma conversar “esperta” com seus clientes:
“Oi Sr. Fulano, tudo bem? Como vão as coisas? Está em casa? Usando máscara? Álcool em gel? Veja só, aproveitando a oportunidade, gostaria de informá-lo que faltam 10 processos para nossa ação ser julgada! Estamos mais próximos da sentença.”
 Este cliente vai perceber o cuidado que você tem com a causa e você deixará de ser um advogado e passará a ser consultor!
 Ser consultor pode ser algo excelente, se você souber cobrar pelas consultas, é claro ;)
2) O digital nunca esteve tão forte!
 Se você nunca produziu conteúdo na internet, a hora é agora: O Big Brother não bateu recorde de votação esse ano à toa. O povo brasileiro está em casa, na internet, ocioso e doido pra consumir.
 Esses últimos dias fiz uma enquete em meu perfil do instagram e mais de 30% dos meus seguidores votaram declarando que já compraram ou pretendem comprar alguma coisa fora de seus respectivos orçamentos.
 Isso não quer dizer que meu perfil no instagram sirva de base para atestar nenhum estudo científico, mas sendo bem realista, não custa nada arriscar né?
 Se as pessoas querem consumir, isso significa dizer que você precisa criar uma proposta de serviços bacana que seja capaz de suprir o que eu estou chamando de “carência consumerista do isolamento”.
 Se você já produz conteúdo na internet: Então a realidade é outra. Essa é a hora de identificar quem é o público que, de fato, está disposto a comprar seus possíveis serviços, se aproximar ainda mais dele e investir pesado em projetos digitais que podem te trazer uma boa grana se forem bem trabalhados.
 Analise todos os produtores de conteúdo jurídico a sua volta? Quantos deles já lançaram ou estão prestes a lançar algum curso ou projeto similar?
 Não durma no ponto, mãos à obra!
3) Quem são os seus clientes em potencial?
 Se você advoga para empresas, idealize um plano de gerenciamento de riscos. Proponha novos serviços que poderão ajudar para que aquela pessoa jurídica resolva os problemas atuais. Se esta solução se tornar algo muito complexo para você, não descarte a possibilidade de fazer parcerias com amigos de outras áreas.
 Se advoga para pessoas físicas, é a hora de se colocar no lugar do público que você atende (ou pretende atender) e se perguntar: O que será que eles estão precisando?
 Lembre-se que, embora você seja advogado (a), nada te impede de utilizar os pontos fortes de sua personalidade, unir com suas habilidades advocatícias e idealizar um workshop, um webinar, um e-book ou qualquer outra produção que sua criatividade te permita alcançar.
 Autenticidade e conteúdo, definitivamente fazem muita diferença nos dias de hoje.
 Analise a realidade do mercado onde você trabalha. Conheço um advogado que só trabalha com a população mais carente e está ganhando seu dinheiro de forma honesta auxiliando seus clientes no preenchimento do requerimento e acompanhamento na solicitação do Auxílio Emergencial.
 A palavra do momento é REINVENÇÃO.
4) Na crise, alguém sempre sai ganhando...
 Se nenhuma das alternativas anteriores te animou, talvez esta seja a alternativa certa para você. Este é o melhor momento para identificar quais os nichos de mercado que estão crescendo.
 Pois embora estejamos diante de uma crise econômica, diversos setores estão lucrando (e muito), à exemplo da saúde, alimentos e e-commerce.
 Se a tua área de atuação não está rendendo os frutos que você esperava, este é um bom momento para avaliar se existem outras áreas do direito que possa te agradar.
 Direito empresarial, do consumidor e planejamento sucessório, são algumas áreas que vislumbro boas atividades a serem desenvolvidas durante o período da pandemia.
 Mas a grande questão é: Como chegar até estes clientes, sem ferir o código de ética? E mais, como chegar até eles sem ir de encontro às diretrizes de distanciamento das autoridades sanitárias? (risos)
 Neste ponto, acredito que seja importante atualizar o cadastro do seu escritório no Google, tente pedir para que amigos e clientes comentem, avaliem e tornem o teu negócio mais relevante para o site de buscas.
 Você não está isolado sozinho e precisa investir nos canais onde o seu possível cliente pode ir procurar informações.
 Além disso, produzir conteúdo de valor é sempre uma boa alternativa, escrever um artigo educativo com informações úteis também me parece uma ótima estratégia de reforçar sua identidade e te aproximar ainda mais das pessoas que você deseja ;)
 E aí, me conta... O conteúdo foi relevante para você? Você acha que dá pra empreender na advocacia durante a pandemia?   
 Comenta aí embaixo qual a tua maior dificuldade nesse momento difícil pelo qual estamos passando e vamos conversar.
 Fiquem em casa, quem puder. Um abraço digital.

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