'Eu pensei que ia morrer', diz enfermeira que se recupera da Covid-19 em Feira de Santana


Uma enfermeira de Feira de Santana, que é esposa de um policial civil e foi detectada com Covid-19 no último domingo (19), pediu em um relato feito ao Acorda Cidade que as pessoas levem a situação da pandemia a sério, porque a doença causa danos muito graves. Ela está em isolamento domiciliar e o marido foi afastado das suas atividades da polícia, até que fique confirmada a cura.

A enfermeira contou que está sentindo melhor, mas chegou a ficar internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e até pensou que fosse morrer. Ela disse que teve tosse, febre e que os sintomas evoluíram muito rápido. Por pouco ela, não precisou ser entubada, mas um exame de tomografia computadorizada detectou danos nos pulmões. A enfermeira agradeceu a Deus pela oportunidade de se recuperar da doença, de ter recebido alta hospitalar ontem (23) e alertou às pessoas para que se cuidem e sigam as orientações da Organização Mundial de Saúde (OMS).


“Eu tive alta da UTI e estou muito feliz. Foram momentos muito difíceis e eu estou aqui hoje para passar a minha mensagem e dizer para as pessoas que tomem cuidado. É muito difícil. Eu sou enfermeira, trabalho em um hospital em Feira de Santana e a gente acha que o vírus não vai bater na nossa porta. Quando menos se espera, ele chega e isso foi o que ocorreu comigo”, disse.
“Comecei a ter tosse, febre, dor no corpo, muita dor, e dores de cabeça. Procurei a unidade de saúde, o hospital onde eu trabalho. Fizeram o teste e deu positivo. Daí eu comecei , infelizmente, a piorar o quadro. Com febre persistente, eu retornei ao hospital, e fiz uma tomografia que evidenciou que grande parte do meu pulmão estava acometido pelo vírus. Fui para a UTI e a minha sorte é que Deus está no comando, e que a persistência da febre me alertou para que voltasse ao hospital. Talvez se eu demorasse mais um dia, eu não estaria aqui. Peço que as pessoas levem a doença a sério e se cuidem”, ressaltou em entrevista ao Acorda Cidade.
A enfermeira relatou também que está cumprindo o isolamento domiciliar, tomando várias medicações e precisou se afastar do marido e do filho, até que esteja completamente curada do coronavírus. Ela está sozinha em casa e o contato que tem com outras pessoas é apenas para receber a alimentação - seguindo todos os cuidados.
De acordo com ela, o sofrimento da doença é grande, principalmente quando o paciente começa a ter falta de ar. “Uma sensação horrível, achei que ia morrer. Uma sensação de impotência. Temos um inimigo invisível”, comentou.
Fonte: Acorda Cidade

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