Atendendo sugestão dos trabalhadores rurais, Prefeitura avalia distribuição de mudas frutíferas, em substituição de sementes


Mudas frutíferas adequadas a realidade da zona rural de Feira de Santana devem ser distribuídas aos agricultores familiares em substituição as sementes de milho e feijão, entregues anualmente pela Prefeitura. A sugestão é do Sindicato dos Trabalhadores Rurais e está sendo avaliada pelo Governo Municipal. O assunto foi discutido durante reunião entre representantes da categoria, o prefeito Colbert Martins Filho, e o secretário de Agricultura, Mário Borges, na manhã desta quinta-feira, 30.

A possibilidade de distribuição de mudas frutíferas foi motivada pelo baixo índice de germinação e pureza das sementes que seriam adquiridas pelo Município. Conforme explica o secretário de Agricultura, Mário Borges, o critério exigido pela Prefeitura é de um índice de 80% a 100%. Entretanto testes em laboratório realizados em amostras de sementes que seriam distribuídas apontaram resultado em torno de 60%.
"Tendo em vista essa situação hoouve um consenso entre Sindicato dos Trabalhadores Rurais, APAEB e o prefeito de que não justificaria distribuir uma semente que ameçasse a qualidade de colheita do agricultor familiar, bem como gastar o dinheiro público com algo que não garantisse o retorno ideal. Em posse disso, e diante de uma sugestão da categoria, vamos adquirir mudas frutíferas, logicamente enxertadas, para dar todas as garantias ao homem do campo", declarou o secretário.
A presidente do Sindicato dos Trabahadores Rurais de Feira de Santana, Conceição Borges (foto), destaca a importância do diálogo com o Governo Municipal. "Sugerimos a distribuição de mudas que se adequam a nossa realidade, a exemplo de mudas de manga, de caju, limão, laranja, que tem sido inclusive meio de renda para muitas pessoas da nossa zona rural. A sugestão será avaliada para distribuir essas mudas ainda nesse período chuvoso", salientou. 
O prefeito Colbert Filho também ressaltou a necessidade de um estudo atual sobre a qualidade do solo e da vocação agrícola da região. "Vamos conversar com a Embrapa, UFRB e UEFS no sentido de elaborarmos esse estudo para que diante desse conhecimento possamos alinhar os investimentos no sentido de garantir ao homem do campo uma melhoria na sua capacidade de produção", revelou. Também participou do encontro a dirigente da APAEB (Associação de Desenvolvimento Sustentável e Solidário da Região Sisaleira), Terezinha Lima Oliveira.

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