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Coronavírus: vários itens chegam ao consumidor com aumento de preços


A pandemia do coronavírus está gerando impactos sociais e econômicos em todo o mundo. Vários setores já começam a apresentar sinais de crise e a população começa a ver os reflexos negativos. No meio industrial, algumas indústrias pararam de funcionar ou reduziram o ritmo de produção devido a baixa demanda e para evitar a aglomeração de pessoas e a circulação do vírus. Outras estão escoando a produção que têm em estoque e em virtude dos prejuízos estão repassando os itens para distribuidoras e estabelecimentos atacadistas já com aumento de preços.

Rubem Porto, gerente de compras de uma rede de supermercados em Feira de Santana, analisou essa realidade. De acordo com ele, derivados do leite, do trigo, produtos de limpeza e hortifrútis, tiveram reajustes de preços relacionados com o coronavírus.
“Essa semana o leite sofreu um reajuste de mais de 30% no preço. As indústrias, não estão garantindo entrega de imediato e vão começar a faturar daqui a 15 dias. Um leite que custava R$2,50, hoje está custando, por exemplo R$3,30. Produtos de limpeza já tiveram aumento logo no início do ciclo do coronavírus. Aumentaram 10%. Teve indústria que aumentou 15%. Itens derivados de trigo, em decorrência do dólar e da crise também sofreram reajuste de 10 a 15%. Esses reajustes estão sendo praticados pela indústria e não pelo mercado em si. Os donos de mercado não estão repassando esse reajuste para aproveitar a crise. Eles acontecem em decorrência da indústria e na ponta esse produto vai sofrer um reajuste também. Mas, a gente tem feito de tudo para não repassar esse preço, esse reajuste de vez para o nosso consumidor final”, informou em entrevista ao Acorda Cidade.
Rubem comentou também que vários produtos estão se esgotando rapidamente das prateleiras. O álcool gel, detergentes e também esponjas de limpeza dupla face. Ele acredita que a tendência do mercado é que os preços continuem subindo até que a crise da pandemia se normalize.
“O óleo de soja e o feijão estão subindo todo dia. Sexta-feira comprei o fardo de feijão por R$145 e hoje não se encontra por menos de R$170. A tendência é subir porque as indústrias não têm produção. Estão paradas e estão colocando para fora o estoque que têm. Há grandes redes e atacados que não irão vender mais produtos em grande quantidade. Vão limitar. Agora é esperar que essa crise passe e que a gente possa voltar a fazer negócio, que o país possa voltar a crescer e a economia possa voltar a girar”, acrescentou.
Fonte: Acorda Cidade

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