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Furtos e roubos dentro de lojas aumentam durante o período de fim de ano


Acorda Cidade - Com o mesmo ritmo em que as vendas e o movimento de pessoas aumentam no centro comercial, aumenta também as ocorrências de furtos nos grandes centros comerciais, especialmente no fim de ano, quando a economia dá uma aquecida por conta do pagamento do 13º salário e estímulos às compras para o Natal e Ano Novo. Neste período os consumidores e lojistas precisam triplicar a atenção para evitar pequenos furtos e roubos.

Tem quem aproveite os estabelecimentos mais movimentados para subtrair objetos sem serem notados e tem aqueles que parecem não se intimidar com a presença de câmeras de segurança, uma vez que em praticamente todos os estabelecimentos possuem sistema interno de monitoramento, e eles sabem disso.
Recentemente o furto de chapinhas de cabelo foi flagrado pelas câmeras de uma loja de cosméticos da cidade. Nas imagens mostram um homem e uma mulher furtando os produtos no momento em que o funcionário os deixou a sós por alguns segundos. O tamanho das caixas e a possibilidade de estar sendo filmado não impediu o homem de furtar a mercadoria.
Foto: Ed Santos/Acorda Cidade
Tiro surdo - Acontece que, mesmo quando flagrados, essas pessoas não chegam nem mesmo a ficar presas. Algumas delas são chamadas, no jargão policial, de tiro-surdo. O delegado André Ribeiro titular da Delegacia de Repressão a Furto e Roubos de Feira de Santana (DRFR) explicou o que esse termo quer dizer: 
“Os chamados tiro-surdos normalmente são criminosos que não têm passagem pela polícia. Eles agem no centro da cidade, a maioria das vezes em grupo, um distrai a vítima e o outro pratica o furto. Tanto pode ocorrer na calçada, na rua, no movimento do comércio ou no interior das lojas. Lojas grandes que vendem miudezas, armarinhos, lojas de sapatos, onde o movimento é grande são os principais alvos”, explicou.
Acorda Cidade: Costumam ser reincidentes?
André Ribeiro: Normalmente, sim. Esse tipo de crime no centro da cidade são chamados de “lanceiros” e são sempre reincidentes. Eles praticam sempre esse tipo de crime porque na visão deles, não há muito risco. Utilizam de um descuido da vítima para poder praticá-lo. As pessoas têm esse hábito, principalmente as mulheres de irem com bolsas, e no interior das bolsas estão todos os tipos de cartão de crédito, de débito ou objetos de valor. Às vezes a bolsa fica aberta e facilita a ação desses elementos.
Acorda Cidade: Geralmente eles são liberados na audiência de custódia?
André Ribeiro - Quando a autoridade policial autua em flagrante, se for um furto simples, tem que ser arbitrada uma fiança. Se o elemento pagar a fiança, ele nem na audiência de custódia, vai. Se ele não pagar, ele vai para a audiência de custódia. Se for um furto qualificado, quando é praticado com duas ou mais pessoas, aí a autoridade não pode arbitrar a fiança e esse elemento é encaminhado à audiência de custódia e lá é o juiz que vai determinar se ele vai ser liberado ou não.
AC: Quais os tipos de estabelecimentos são mais visados pelos ladrões?
André Ribeiro: Depende da modalidade. Se o assaltante praticar o furto contra o consumidor que está no comércio efetuando suas compras, é qualquer tipo de estabelecimento. Nas grandes lojas, em que o movimento interno é muito grande, ele se aproveita de um vacilo da pessoa e pratica o furto. Também quando ele vai praticar o furto na própria loja, pegar um objeto, botar na bolsa, normalmente também são em lojas maiores e de grande movimento.
AC: Após o furto, qual procedimento deve ser feito pelo proprietário do estabelecimento comercial?
André Ribeiro: Ele tem que registrar a ocorrência, numa delegacia. Se ele tiver aquele sistema de monitoramento, de câmera a gente vai solicitar as imagens e ver se identifica o autor do crime.
AC: As câmeras têm inibido as imagens as ações dos elementos?
André Ribeiro: Acredito que as câmeras ajudam na investigação da polícia. Inibir, eu acredito que nem tanto, tendo em vista que praticamente a cidade toda possui câmeras da Seprev (Secretaria de Prevenção à Violência), os estabelecimentos privados também possuem suas câmeras próprias e mesmo assim os crimes acontecem. O sistema de monitoramento ajuda muito na investigação da polícia.

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