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Lampião e Maria Bonita invadem a Expofeira


Quem foi ao Parque de Exposição João Martins da Silva durante a 44ª Exposição Agropecuária de Feira de Santana (Expofeira), realizada no período de 1º a 8 deste mês, deu de cara com um civil armado, até os “dentes”, com espingarda e uma mulher pra lá de valente. Mas nada que pudesse meter medo. Afinal de contas, era o casal de cangaceiros mais querido do Brasil: os personagens dos lendários Lampião e Maria Bonita, que apesar de não darem autógrafos, certamente “por não saberem escrever”, mas se mostraram bem familiarizados com a tecnologia, cedendo aos inúmeros apelos e pousando para selfs.

Os personagens do pernambucano Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião, e da “Primeira-dama do cangaço”, a baiana Maria de Déa, a Maria Bonita, que se tornaram símbolo do cangaço brasileiro, que há oito décadas foram mortos e decapitados, foram incorporados pelo cordelista Jurivaldo Alves da Silva e Maria de Lurdes Pereira Lima, dupla que todos os dias, durante uma semana, instigaram o público da Expofeira a conhecer um pouco da história do casal de cangaceiros mais temido do Brasil.
Cordelista apaixonado pelas histórias e estórias do cangaço, Jurivaldo divulga sua arte incorporando o personagem polêmico, que até hoje divide opiniões sobre suas famas de bandido e de herói da resistência contra o nepotismo dos coronéis.
Justificando sua predileção pelo personagem do cangaço, Julivaldo explica que na sua produção de cordel, dentre tantos títulos, os que mais vendem são referentes ao cangaço, notadamente os que tratam do lendário Lampião. “Os cordelistas sempre se apresentam com alguma caracterização. No meu caso, para apresentar meus cordéis, incorporo o personagem de Lampião”, revelou o cordelista, que teve participação no filme “Foi assim no sertão”, que tratava sobre o cangaço, incorporando o personagem “Por do Sol”.

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