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Acusado de triplica tentativa de homicídio é julgado no Fórum Filinto Bastos


Foi julgado na terça-feira (13) no Fórum Filinto Bastos, em Feira de Santana, Kleidson Luan Souza Barreto, acusado de ter praticado triplica tentativa de homicídio no município. Consta na denúncia do Ministério Público que no dia 30 de dezembro de 2016, por volta das 16h, na Rua Frei Hermenegildo, bairro Capuchinhos, em um lava jato de propriedade de Eduardo Sacramento Teixeira, o acusado chegou com o intuito de matar João Vitor Bittencourt Teixeira, filho do proprietário, deflagrando vários tiros, atingindo Eduardo Sacramento Teixeira e Alexsandra Bittencourt Teixeira.

O conselho de sentença condenou Kleidson Luan Souza Barreto e a juíza Márcia Simões Costa aplicou uma pena de seis anos e nove meses de reclusão, sendo dois anos pela tentativa de homicídio contra João Vitor, quatro anos e quatro meses pela tentativa contra Eduardo Sacramento Teixeira e cinco meses contra a Alexsandra Bittencourt Teixeira, que foi transformado em lesão corporal.
O promotor de justiça Antonio Luciano, disse em entrevista ao Acorda Cidade que esperava uma pena maior. Segundo ele, ainda há prazo para recorrer, o que será avaliado pela promotora titular, que depois decidirá se irá recorrer ou não da decisão específica em relação a uma das vítimas.
“Foi reconhecida a tentativa de homicídio a duas vítimas e lesão corporal em relação a outra. Esperávamos uma pena maior desde que reconhecida também a tentativa de homicídio em relação a terceira vítima, mas o júri é soberano, é uma pena relativamente baixa, mas que ainda garante um tempo de cumprimento ao réu para que ele possa refletir sobre o que fez. Ele foi condenada a seis anos e o regime de cumprimento semiaberto, mas ele continua preso por esse processo também, pois tem uma prisão preventiva decretada por outra tentativa de homicídio, então vai permanecer preso”, destacou.
A defensora pública Fernanda Morais, que trabalhou na defesa do acusado, destacou que esse não é um resultado que favorece a Defensoria Pública, mas que favorece o sentimento de justiça da sociedade.
“A gente quer uma sociedade pacífica e isso não se constrói em cima de penas injustas, não se constrói paz em cima da injustiça. A Defensoria Pública acredita que o resultado dessa sessão foi justa, muito embora a gente tenha optado por recorrer por conta de algumas teses jurídicas no cálculo da pena, mas a gente entende que a maneira como os jurados decidiram reflete o sistema de justiça que permeia a sociedade”, afirmou.
Fonte: Acorda Cidade 

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