feira de santana

Feira de Santana notifica quase 10 mil casos de dengue


De janeiro a maio de 2019, Feira de Santana registrou 9.964 notificações de dengue. Estes números já ultrapassam o levantamento realizado durante todo o ano de 2018: um quantitativo de 1.167 casos. De acordo com a Secretária Municipal de Saúde (SMS), até o momento, 1.338 ocorrências foram confirmadas, com 7 óbitos, no município.


A supervisora técnica da Vigilância Epidemiológica, Neuza Santos, explica a disparidade entre os casos notificados e confirmados. “Muitos pacientes chegam com sintomas e nós precisamos registrar. Estas ocorrências são necessárias para intensificarmos as ações e medidas de prevenção, por localidade”, conta. Com relação à chikungunya, o município registrou 42 notificações, com 8 confirmações e 2 óbitos.

A SMS informou que fevereiro e março foram os meses com maiores índices. “Em abril e maio tivemos uma pequena queda com relação a estes números, porém precisamos ficar atentos, pois começamos um período chuvoso e há possibilidades destes casos alavancarem novamente”, disse a supervisora.

Em um ranking, o distrito da Matinha é o recordista em casos notificados, o local apresentou 711 ocorrências. O bairro Tomba registrou 567 casos, seguindo com Maria Quitéria que aponta 563, Campo Limpo com 345, Humildes com 336, Mangabeira apresentando 308 e Brasília com 269 casos.

Neuza Santos relata que existem períodos de epidemia. “Geralmente de 3 a 5 anos terá epidemia de dengue em alguma cidade do Brasil que tenha o vetor, e a maioria dos estados, inclusive a Bahia é infestado de Aedes Aegypti, porque existe condições propícias no ambiente como as altas temperaturas e os períodos de chuva, o que é ideal para a proliferação e o desenvolvimento desses vetores”, argumenta.

A supervisora destaca que o armazenamento de água nos reservatórios e o descarte irregular de materiais nas ruas são alguns dos fatores que contribuem para está situação. “Muitas pessoas ainda têm o péssimo costume de jogar copos e garrafas de plástico nas ruas e quando chove além de tapar os bueiros estes materiais acumulam água”, disse. “Também observamos que nos distritos, muitos reservatórios estavam abertos e as calhas também estavam acumulando a água da chuva”, conta.

Em continuidade com as ações estratégicas para o combate do mosquito Aedes Aegypti, o carro fumacê continua circulando por diversas regiões.
Fonte: Jornal Folha do Estado
REPORTAR ERROREPORTAR ERRO


SOBRE Santiago Live

0 comentários:

Postar um comentário

Tecnologia do Blogger.