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Acusado de matar funcionário de loja de autopeças é condenado a mais de 12 anos de prisão


O Tribunal do Júri de Feira de Santana condenou, nesta terça-feira (11), Agnaldo leite da Silva Neto a 12 anos e 6 meses em regime fechado, pelo homicídio qualificado de José Felipe de Jesus, 21 anos, no dia 19 de maio de 2014. A vítima foi morta no interior da loja de autopeças onde trabalhava, na Rua Desembargador Felinto Bastos, conhecida como Rua de Aurora. (Relembre aqui)

Ele também foi julgado pela tentativa de homicídio contra seu alvo Felipe dos Anjos Santana no mesmo dia e local, mas por este crime ele foi absolvido. A vítima fatal não era alvo dos autores, mas sim Felipe dos Anjos, por ter se envolvido com uma mulher, sem saber que ela era comprometida.

Foto:Aldo Matos/Acorda Cidade (Arquivo)
No dia do homicídio e da tentativa de homicídio o réu efetuou vários disparos atingindo o cliente da loja e alvo Felipe dos Anjos no braço, e o funcionário José Felipe em órgãos vitais. O segundo acusado, que ainda não foi julgado, teria comprado a arma e acompanhado o primeiro acusado.
Foto: Aldo Matos/Acorda Cidade
A Promotora de Justiça Semiana Cardoso informou que o Ministério Público pediu uma condenação maior por conta da tentativa de homicídio, mas os jurados não acolheram.
“A tese da defesa é de que José Felipe teria sido atingido por culpa, mas o Ministério Público com base nas provas dos autos convenceu os jurados de que ele agiu com a intenção sim de matar Felipe dos Anjos e acabou atingindo José, que veio à morte. A vítima que morreu estava trabalhando e morreu por estar no mesmo local que o alvo Felipe. O Ministério Público pediu uma condenação maior por entender que ele deveria ser condenado também pela tentativa de homicídio, mas os jurados não acolheram e apenas ele foi condenado pelo homicídio consumado”, informou a promotora ao Acorda Cidade.
Foto: Aldo Matos/Acorda Cidade
O advogado de Agnaldo relatou que pediu a absolvição apenas na tentativa de homicídio por não existir provas suficientes.
“Quanto aos homicídio consumado não pedimos absolvição. Pedimos uma tese que é homicídio culposo que tem uma pena de um a três anos. Os jurados entenderam que ele assumiu o risco de matar e acredito que a justiça foi feita. Agnaldo e Felipe tinham uma rixa de cerca de uma semana, um ameaçando o outro, e acredito que a namorada tenha sido o estopim”, informou o advogado que destacou que foi contratado apenas para participar do júri.
Foto: Ed Santos/Acorda Cidade (Arquivo)

Agnaldo Neto já esteve preso por roubo de veículos (Relembre aqui).
Fonte: Acorda Cidade

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