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Estudo aponta peso menor do dinheiro na eleição para Câmara


A edição desta segunda-feira (13) da Folha traz os resultados de um estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV) que analisou despesas e arrecadações nas disputas para a Câmara desde 2002. O levantamento aponta que os gastos em 2018 foram menos decisivos para a eleição de deputados federais que em pleitos anteriores.


De 2002 a 2014, os deputados federais eleitos responderam por uma média de 62% de tudo o que foi gasto na campanha à Casa. Em 2018, esse percentual caiu para 44%.

A principal explicação para o fenômeno são as novas regras para financiamento de campanhas. Com a proibição de doações por empresas, o poder de arrecadação dos candidatos à Câmara caiu.

Outro destaque é a repercussão da declaração do presidente Jair Bolsonaro (PSL) de que o ministro Sergio Moro (Justiça e da Segurança Pública) será indicado para a próxima vaga que for aberta no STF (Supremo Tribunal Federal). A coluna Painel da Folha mostra que o aceno de Bolsonaro dá força à discussão no Congresso para retardar aposentadoria de ministros.

A ideia é incluir no texto da reforma da Previdência uma emenda que eleva a idade de aposentadoria obrigatória de ministros da corte de 75 para 80 anos. Com isso, o ministro Celso de Mello poderia adiar em cinco anos sua saída do Supremo, prevista hoje para novembro de 2020.

Para o colunista Luiz Weber, o anúncio do presidente torna Moro refém da política miúda, já que a confirmação de sua eventual indicação dependerá do voto favorável de pelo menos 41 senadores.

Fonte: ResumododiaUOL

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