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Derrotas no Congresso colocam em xeque plano de governo de Bolsonaro


Matéria desta sexta-feira da Folha mostra que o governo Jair Bolsonaro (PSL) sofreu derrotas no Congresso na última quinta (9) e que colocaram em xeque a reforma administrativa do presidente e os planos do ministro Sergio Moro -que tentava manter sob sua responsabilidade o Coaf, órgão considerado estratégico por ele para ações de combate à corrupção.


Além de terem exposto a fragilidade política da base aliada, as decisões dos parlamentares ameaçam desfigurar a estrutura do governo, que não conseguiu emplacar suas demandas mesmo após ter cedido às pressões e aceitado recriar dois ministérios que inicialmente poderiam abrigar indicações políticas.

A Folha mostra ainda que o vereador Carlos Bolsonaro (PSC), filho do presidente da República, manteve empregada por 18 anos em seu gabinete na Câmara Municipal do Rio de Janeiro uma mulher que já foi laranja de um militar em empresas de telecomunicação e também atuou como uma espécie de faz-tudo da família Bolsonaro -inclusive em afazeres domésticos.

Enquanto remunerada pelo gabinete de Carlos, Cileide Barbosa Mendes, 43, apareceu como responsável pela abertura de três empresas nas quais utilizou como endereço o escritório do hoje presidente Jair Bolsonaro. Na prática, porém, ela era apenas laranja de um tenente-coronel do Exército -ex-marido da segunda mulher de Bolsonaro- que não podia mantê-las registradas no nome dele.

Outro assunto importante é a liberação de licenças automáticas de importação não só de armas e munições, mas também de quaisquer produtos controlados pelo Exército, pegou o setor de defesa de surpresa, gerando críticas à iniciativa do governo Jair Bolsonaro (PSL).

Em nota, o Sindicato Nacional das Indústrias de Materiais de Defesa afirma que "recebeu com surpresa a edição e a publicação do decreto, uma vez que não foi consultado sobre o tema".

Fonte: ResumododiaUOL

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