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Sindicatos e entidades realizam ato contra reforma da previdência no centro de Feira


Representantes de vários sindicatos e entidades estão protestando contra a reforma da previdência, em um ato realizado no centro de Feira de Santana, na manhã desta sexta-feira (22), em apoio a greve geral, que é uma mobilização nacional.

Edmilson Cerqueira, diretor de comunicação do sindicato dos bancários de Feira de Santana, comemorou a quantidade de pessoas participando do ato, que segundo ele, não chega a ser uma greve geral, mas sim um protesto.
“Na verdade isso que está ocorrendo em Feira nem é greve, é um ato convocado pelas centrais sindicais pela Frente Brasil Popular para protestar contra a reforma da nova previdência que vem por aí, que tem uma proposta que diferencia as categorias, diferencia as pessoas e discrimina o homem do campo, entre outras coisas. Essa proposta mantém todos os privilégios de alguns, em detrimento de quem ganha um salário mínimo, que corre o risco de morrer sem se aposentar. Então hoje é o pontapé inicial de um levante popular em todo o país”, disse.
Edmilson afirmou que os trabalhadores não podem permitir que tenha a reforma sem a apresentação das contas. Ele cobrou que o ministro da Economia Paulo Guedes abra a transparência e mostre quanto o INSS arrecada das loterias e das contribuições e depois mostre quanto é gasto para a aposentadoria de militares e de outras categorias.
O presidente do sindicato dos comerciários de Feira de Santana, Antônio Cedraz, destacou que o comerciário perde muito, caso a reforma seja aprovada. Ele afirma que 65 anos é uma idade muito elevada para que os trabalhadores se aposentem.
“65 anos é a média de vida de um estado brasileiro, que é o Piauí, e o presidente coloca essa idade para se aposentar. Como as pessoas vão conseguir se aposentar se terão que contribuir por 40 anos para ter uma aposentadoria de um salário integral? Tudo isso é injusto, pois não atinge as categorias que estão lá em cima, a exemplo dos militares, juízes. Se é uma reforma, todos tem que pagar, não pode colocar a carga pesada só em cima do trabalhador, tem que ser dividida”, defendeu.
Fonte: Acorda Cidade

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