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Desativação de barragem radioativa custará R$ 1,9 bi em 40 anos


Sem uso desde os anos 1990, a barragem de rejeitos de minério radioativo da INB (Indústrias Nucleares do Brasil) em Caldas (MG) deve consumir US$ 500 milhões em investimentos (ou cerca de R$ 1,9 bilhão) e levar 40 anos de trabalho para ser desativada. Matéria do repórter Aiuri Rebello para o UOL mostra que a estrutura não tem atestado de estabilidade válido e passou recentemente por um "evento não usual" em que água escura escorreu pela calha lateral da barragem.


O Ministério Público cobra a implantação de um plano de emergência para o caso de rompimento da barragem. A população de cidades e de comunidades das redondezas estão assustadas, apesar da INB garantir que a estrutura é monitorada e segura.

A tensão também atinge a cidade de Barão de Cocais, onde há uma barragem de rejeitos da Vale. Lá a sirene de emergência soou pela segunda vez na noite da última sexta e o município decretou feriado hoje para que os moradores realizem um treinamento de evacuação.

Já no campo político, o fim de semana foi marcado pelo acirramento da crise entre o presidente Jair Bolsonaro (PSL) e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), em torno da articulação da reforma da Previdência.

Após o presidente dizer que a responsabilidade para a aprovação das mudanças nas regras agora está com o Congresso, Bolsonaro encontrou o líder do governo na Câmara, major Vitor Hugo (PSL-GO). Depois do encontro, Hugo afirmou que Bolsonaro não negociará e repetiu as críticas à "velha política", acirrando a tensão com Maia.

A tensão mostrou que a aprovação da reforma deverá ser mais difícil do que se imaginava, o que já custa caro a investidores: 7.000 pontos do Ibovespa em apenas três dias.

A insatisfação com a articulação política do governo Jair Bolsonaro subiu de patamar até no PSL, partido do presidente. Deputados foram avisados de que o líder da sigla na Câmara, Delegado Waldir (GO), vai reunir a bancada na quarta para definir uma nova postura em relação ao Planalto. O recado é: ou Bolsonaro muda, ou eles tiram o corpo fora.

Fonte: ResumododiaUOL

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