Preço do feijão dispara em Feira de Santana; quilo chega a R$ 7 no Centro de Abastecimento


O feijão é um dos alimentos presente diariamente na mesa dos brasileiros. Porém, desde o mês que dezembro que o produto vem sofrendo alta, chegando a custar mais de R$ 7 atualmente. A reportagem do Acorda Cidade esteve nesta sexta-feira (8) no Centro de Abastecimento, onde conversou com consumidores e comerciantes.

O comerciante Roni dos Santos Almeida, que trabalha com cereais, informou que a previsão é o feijão aumente ainda mais. “Em dezembro custava entre R$ 3,50 a R$ 4. Agora está custando R$ 7 e existe a previsão de aumentar ainda mais. A maior parte do feijão vem de São Paulo e no tempo da colheita, em dezembro, choveu muito lá e perdeu a safra. O feijão aqui da região foi pouco, então o repasse é feito para o cliente. Com a alta no preço caiu bastante o movimento aqui, pois as pessoas se assustam. Muita gente está trocando o feijão por outros alimentos”, afirmou.
O comerciante Roni dos Santos destacou que o feijão carioquinha é o mais procurado. Segundo ele, outros tipos de feijão também tiveram aumento; o feijão fradinho custava R$ 2 agora está por R$ 3,50 e o preto era R$ 3,50, passando para R$ 5,50.
O comerciante Antônio Santos Silva, que trabalha há 12 anos no Centro de Abastecimento, também disse que o aumento do preço é devido ao feijão estar vindo de outros estados. “Não teve safra aqui e o feijão está vindo de fora. Ainda teve o aumento do preço do frete que reflete na mercadoria. Irecê já não planta há muito tempo, pois não chove, então o feijão vem de outros estados. Os estados mais perto são Mato Grosso do Sul e Minas Gerais. No supermercado também está tudo caro, tem locais que o quilo já custa R$ 9. As vendas caíram bastante, as pessoas reclamam, mas não tem jeito”, afirmou.
A dona de casa Claudia dos Santos destacou que o feijão não pode faltar na mesa do brasileiro, por isso ela continua comprando o produto, porém em quantidade menor. “O custo do feijão subiu muito e o salário subiu pouco, mas a gente não pode deixar de consumir o ferro. Antes comprava de R$ 3 e hoje o mais barato encontramos de R$ 5 e tem até de R$ 7”, disse.
Ana de Jesus também se disse desanimada com o preço do feijão. “O salário é pouco, muitas pessoas desempregadas e o preço do feijão muito alto. Estamos substituindo o alimento por soja, mas nem todo mundo gosta”, afirmou.
Fonte: Acorda Cidade
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