Legítima defesa - E o elemento subjetivo



Meus caros, hoje trouxe um problema prático que envolve a conhecida e polêmica legítima defesa, vamos lá!
Imagine que Leonice está disposta a matar Kaleby, e assim, aponta sua arma da janela do seu apartamento para a sala de Kaleby, onde dá para ver Kaleby de costa.

Leonice efetua um disparo certeiro que acerta Kaleby na cabeça, contudo, Leonice vê que tinha mais alguém no apartamento de Kaleby, essa pessoa era Ramon, que estava sendo estrangulado por kaleby e se não fosse o tiro de Leonice teria morrido.
Ou seja, o tiro de Leonice salvou a vida de Kaleby, desse modo Leonice pode alegar legítima defesa em proteção a 3º?
Sim, não e depende, o fato de ter sido em defesa de 3º pode ser considerado legítima defesa, por exemplo a mãe que salva o filho de ataque feroz de cachorro, nesse caso não tem problema para alegar as excludentes de ilicitudes.
A problemática maior está no fato subjetivo, isso é, Leonice não sabia que Ramon estava sendo atacado, tão pouco que sua vida estava em perigo, desse modo, como uma pessoa pode salvar outra sem saber que ela está em perigo?
Existem dois posicionamentos para esse problema, alguns irão dizer que não é necessário os requisitos subjetivos, bastando apenas o risco ser atual e iminente, como ocorreu no caso em análise.
Contudo, há uma outra corrente, mais moderna, que defende que as excludentes de ilicitudes, onde a legítima defesa está inserida, precisam além dos requisitos objetivos, também os subjetivos, ou seja, necessita saber que está agindo amparado por uma excludente de ilicitude, isso é, para alegar legítima defesa Leonice teria que saber que a vida de Ramon estava em perigo.
E vocês, o que acham? Leonice deve ser enquadrada na legítima defesa? deixe seus comentários.
Um beijo na sua alma e até a próxima.
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