Interatividade e troca de experiências entre famílias e crianças portadoras de microcefalia


Para promover troca de experiências entre famílias com crianças portadoras da Síndrome Congênita do Zika Vírus (microcefalia), a  Prefeitura de Feira de Santana, através da Secretaria Municipal de Saúde, promoveu nesta terça-feira, 4, o Natal Aconchego. A programação proporcionou uma tarde diferenciada, com roda de conversa, brindes e distribuição de cestas básicas.

Durante abertura do evento, a Secretária de Saúde, Denise Mascarenhas, ressaltou que a gestão municipal tem se empenhando para proporcionar o melhor em assistência. “Temos essa preocupação em conscientizar nossas equipes para, além das atividades de saúde e competências profissionais, buscar entender vocês como família, saber ouvir, acolher, até porque a escuta é algo primordial em qualquer acompanhamento de saúde”, afirma.
Geovana, de três anos, é acompanhada desde quando nasceu
Atualmente, 24 crianças são acompanhadas pelo município. Estas recebem assistência através dos setores da Vigilância Epidemiológica, Atenção Básica e TFD (Transporte Fora Domicilio). Geovana Vitória, 3 anos, é uma dessas crianças. “Ela é acompanhada desde quando nasceu. Para gente aqui é excelente, pois recebemos todo apoio. O transporte é disponibilizado para nos deslocarmos uma vez por semana aos atendimentos em Salvador, como também em algumas atividades como essa. A equipe está sempre acompanhando e dando suporte”, relata.
Reconhecido em congressos realizados nas cidades de Salvador (BA) e Brasília (DF), local onde também foi premiado durante o 33º Congresso Nacional de Secretarias Municipais de Saúde, o Projeto Aconchego iniciou com o surgimento das primeiras crianças diagnosticadas com microcefalia. Por meio deste trabalho, as famílias encontram apoio para troca de experiências, atendimentos de saúde e assistência.
Equipe multidisciplinar é disponibilizada

“Disponibilizamos uma equipe multidisciplinar que atende essas crianças em parceria com a Atenção Básica, e também um Ambulatório, na Rua Barão do Rio Branco, onde é prestada toda assistência com infectologista”, informa a coordenadora da Vigilância Epidemiológica, Francisca Lúcia de Oliveira (foto).

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