Núcleo de Relações Etnicorraciais da Seduc expõe bonecas Abayomi no Museu Casa do Sertão


Lembrar à comunidade feirense a importância da preservação das raízes africanas no Brasil. Este é o objetivo da mostra “Instalações com Bonecas Abayomi”, promovida pelo Núcleo de Estudos para Relações Etnicorraciais e Educação Quilombola (NerEEQ), da Secretaria Municipal de Educação. A mostra acontece na Sala de Exposição Dival Pitombo, do Museu Casa do Sertão, na Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS).

Sua confecção se dava dentro de navios negreiros a caminho do Brasil; as mães construíam as bonecas a partir de retalhos do tecido de suas roupas com nós e tranças – não há costura nas bonecas – para diminuir o sofrimento de seus filhos. 
Símbolo de resistência do povo negro
“É importante ressaltar que essas bonecas não são brinquedos, mas sim um símbolo de resistência do povo negro”, ressalta Rita Cassiana de Oliveira, uma das coordenadoras do NerEEQ. 
Em Iorubá – idioma que tem origem onde hoje está localizada a Nigéria –, o termo significa “encontro precioso”. “Quando ressignificadas, essas bonecas simbolizam a resistência do povo negro a todo processo de exclusão desta população”, conta Rita.
Juntamente com a “Mostra Caminhos no Tempo”, do professor e artista Gemicrê Nascimento, e “A Casa do Passarinho e Outros Desenhos”, da artista Paula Gesteira, que também é servidora da UEFS, a exposição do NerEEQ integra a programação alusiva aos 40 anos do museu.
O diretor da casa, Cristiano Cardoso (foto), explica que ao longo deste ano diversas dinâmicas foram exploradas dentro do viés de preservação da memória, associadas ao aniversário da instituição; para outubro e novembro, enquanto meses da criança e consciência negra, respectivamente, foram convidadas pessoas capazes de atender a esses dois públicos.
As exposições ficam abertas ao público até o dia 15 de dezembro e podem ser visitadas das 14h às 17h30 às segundas-feiras; de terça a sexta-feira, as visitas são permitidas das 08h às 11h30 e das 14h às 17h30.
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