Dono de lotérica em Feira alerta para fraudes em boletos bancários


Com a proximidade do final do ano, tem crescido em Feira de Santana o número de fraudes envolvendo boletos bancários. De acordo com o proprietário de uma casa lotérica da cidade, Jairo Miranda, somente no estabelecimento dele, já aconteceram quatro casos.

Em entrevista, ele revelou que foi procurado ontem (26) uma mulher que precisou pagar novamente a prestação do plano de saúde, no valor de R$ 176,03, pois mesmo já tendo feito o pagamento, não constava no sistema.
“Eu mostrei a ela que o boleto que tinha pagado na nossa loteria estava fraudado. Perguntei onde ela retirou esse boleto, e ela disse que foi a mãe dela, uma senhora idosa, em uma lan house. Eu oriento a todos os clientes, principalmente nesse período de natal, que é quando surge mais esse tipo de golpe, que observe porque é fácil de verificar se o boleto foi fraudado”, afirmou Jairo Miranda.
Ele ressaltou que o golpe é bastante aplicado em pessoas que não estão atentas, principalmente idosos. “O detalhe é que quando você emitir um boleto, seja em casa ou na lan house, procure emitir no site oficial, porque às vezes você faz a pesquisa pelo Google pela 2ª via, e o Google leva pra uma página que não é oficial, é uma página fraudulenta. Então ele emite o boleto com todas as informações pessoais, mas o código de barras não direciona para o beneficiário ou ao banco cobrador”, revelou.
Jairo Miranda afirma ainda que nos boletos há uma informação padrão de todos os bancos. Vem o nome do banco e logo em seguida vem o número do banco. E o código de barras, que é uma série de números, tem que obrigatoriamente começar com o mesmo número do banco que está no boleto.
“Essa é uma dica que você já identifica se o boleto está fraudado. As pessoas devem ter o maior cuidado e só retirar nos sites oficiais, pois têm acontecido muitas fraudes e o prejuízo é grande”.
Ainda com relação à cliente que teve o boleto do plano de saúde fraudado, Jairo Miranda disse que a orientou a prestar uma queixa na polícia, para tentar ser ressarcida do dinheiro. “Esse dinheiro foi repassado para alguma conta, em algum banco de algum lugar, que faz a fraude. Então a caixa repassa através do código de barras e cai na conta de algum estelionatário. Esse caso é recorrente, e final de ano é o período mais acentuado pra essas coisas”.
Fonte: Com informações do repórter Paulo José do Acorda Cidade.
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