Moro retira sigilo de delação de Palocci; ex-ministro fala em dinheiro ilícito na campanha de Dilma


A seis dias do primeiro turno das eleições presidenciais, o juiz Sergio Moro retirou o sigilo de parte da delação premiada feita pelo ex-ministro Antonio Palocci no dia 13 de abril de 2018, no processo  da Operação Lava Jato, tornando públicos os primeiros trechos do acordo. Ex-ministro dos governos Lula e Dilma, Palocci disse em sua delação que a campanha eleitoral de 2014, em que Dilma Rousseff foi reeleita, custou R$ 800 milhões (mais que o dobro do valor oficialmente declarado) e que a maior parte disso era dinheiro ilícito.


O ex-ministro petista afirmou também que estima que das cerca de mil medidas provisórias editadas nos mandatos de Lula e Dilma, em pelo menos 900 houve cobrança de propina.

Moro incluiu as informações delatadas por Palocci na ação penal do Instituto Lula.

Com o acordo de delação, Palocci pode ter redução de até dois terços da sua pena. Ele está preso desde setembro de 2016 na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, condenado a 12 anos e dois meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

defesa do ex-presidente Lula acusou Moro de agir com "nítido objetivo de tentar causar efeitos políticos para Lula e seus aliados".


Fonte: ResumododiaUol

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