Atacar o Judiciário é atacar a democracia, diz presidente do STF



O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro José Antonio Dias Toffoli, reagiu nesta segunda-feira à declaração do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do candidato a presidente Jair Bolsonaro (PSL), sobre fechar o STF. "Atacar o Poder Judiciário é atacar a democracia", disse Toffoli. Em um vídeo gravado em julho e espalhado nas redes sociais no fim de semana, o deputado aparece numa palestra a concurseiros que desejavam entrar para a Polícia Federal e responde a uma pergunta sobre o que aconteceria se a candidatura de Jair Bolsonaro fosse contestada pelo STF dizendo: "Se quiser fechar o STF, você não manda nem um jipe. Manda um soldado e um cabo, sem querer desmerecer o soldado e o cabo."


Sobre a declaração do filho, o presidenciável Jair Bolsonaro declarou:  "Eu já adverti o garoto. É meu filho. A responsabilidade é dele. Ele já se desculpou. Isso [o vídeo] aconteceu há quatro meses. Ele aceitou responder a uma pergunta que não tinha nem pé, nem cabeça, e resolveu levar para o lado desse absurdo aí." Eduardo Bolsonaro já havia publicado mensagem nas redes sociais dizendo que "o vídeo não é motivo para alarde".


Outros ministros do STF também se pronunciaram. O decano do Supremo, ministro Celso de Mello, classificou a fala do deputado como "inconsequente e golpista". Já o ministro Alexandre de Moraes afirmou que as declarações são "altamente irresponsáveis" e defendeu que a Procuradoria-Geral da República (PGR) abra uma investigação contra o parlamentar por crime tipificado na lei de segurança nacional. "É algo inacreditável que tenhamos que ouvir tanta asneira da boca de quem representa o povo. Nada justifica a defesa do fechamento das instituições republicanas."


Outra fala, desta vez do próprio Jair Bolsonaro durante discurso transmitido ao vivo no domingo a manifestantes que apoiam sua candidatura e que se concentraram em ato na avenida Paulista, em São Paulo, foi motivo de reações diversas. "Esses marginais vermelhos serão banidos de nossa pátria", disse Bolsonaro. Comentando o que disse o presidenciável, o jornalista Reinaldo Azevedo opina que foi "um discurso de quem se dispõe a ser presidente de parte do Brasil e a silenciar a fala de quem discorda".


Fonte: ResumododiaUol
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