Moedas virtuais são consideradas formas de pagamentos ou investimentos?


Sim e não. Sim, porquê existe uma relação de troca de valores entre aqueles que obtêm a cifra convertida na fração/proporção de valor na criptomoeda a ser paga ao devedor.

Não, porquê não existe lastro legal protegendo os compradores e recebedores nesta cadeia de transações ou corrente de blocos salvaguardando uma possível perda no montante investido e guardado antes da queda em sua cotação ter chegado a uma possível quantia nominal igual à zero.
Ou seja, enquanto o dólar ($), real (R$), euro ()e outras moedas estão seguradas por um banco central, emitidas, controladas e equilibradas de acordo com a economia mundial, nas moedas virtuais, não há essa relação de centralidade e emissão por uma casa de moedas pertencente a um determinado país.
São computadores conectados uns aos outros, realizando códigos matemáticos complexos, gerando uma criptografia, possivelmente segura, para a emissão do valor nominal baseado em moedas mantidas e emitidas por casas de moedas governamentais.
Descentralização é a melhor palavra a ser escolhida para entender este processo, não há a interferência de qualquer país ou banco central na sua emissão, não estando garantido/reconhecido o seu valor nominal por qualquer Estado-Nação como meio de pagamento ou investimento, apesar de o famoso Bitcoin estar sendo negociado como contrato futuro na bolsa de valores de Nova York, “em dólar”, ainda sim, não existe a garantia de sua manutenção como forma de pagamento ou investimento, o que existe, é uma perspectiva de entendimento do funcionamento da sua plataforma de troca entre Bitcoin e outras moedas mantidas pelos governos.
A volatilidade encontrada nessas moedas virtuais é enorme, pegando os investidores desta modalidade de surpresa, podendo torná-los milionários ou falidos da noite para o dia, dormiu e teve uma presente, bom ou ruim.
Antes de investir todo o seu patrimônio em uma especulação como essas, procure entender melhor o mercado das criptomoedas, só assim, você garantirá um inconveniente no futuro.
Fica a dica!
Thiago Silva, Advogado.
Site do nosso escritório: www.tsilva.adv.br. Nosso blog: blog.ta.adv.br.
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