Expofeira tem até Engraxate Executivo


Há cerca de dez anos, Eduardo Santos Morais atendeu à orientação de um amigo e decidiu atender à clientela vestido a rigor: terno escuro, gravata, camisa social e sapato lustrado. “A minha clientela aumentou muito e diversificou”, afirma. A maleta que carrega funciona como seu cartão de visitas: “Engraxate executivo”.

Diz que consegue sobreviver com o que ganha. Cerca de R$ 100, por dia. “Cobro barato, apenas R$ 10 por engraxada”, observa. Antes da mudança no estilo e no visual, engraxava três, quatro sapatos, diariamente. “Agora só ando de terno”, acentua. Revelou que a roupa foi doada por um cliente e que tem apenas um terno. “Tinha outro, mas doei para um amigo que estava precisando”, conta.
Profissionais liberais e servidores
Em Salvador, os clientes preferenciais estão nos restaurantes mais conhecidos. São profissionais liberais e servidores públicos dos escalões superiores. “Estas pessoas sempre trabalham de sapato de couro e gostam de ver limpos e brilhando”, observa. Chega nestes locais sempre nas horas das refeições.
“Já sou conhecido deles, e tenho uma clientela boa e fiel”, disse Eduardo Santos que está em Feira de Santana há alguns dias, mais especificamente no Parque de Exposição João Martins da Silva, onde espera engraxar, ou melhor, dar um grau em muitas botinas. Também já esteve em Jequié.
Conta no Instagram
Na sua maleta carrega o material de trabalho: um tapete pequeno vermelho, escovas e graxas nas cores preta e marrom. “O terno me trouxe sucesso e tenho conta no instagram”, diz. E o amigo? “Ele trabalha de guarda-pó e vende caldo de cana”, explica.
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