Trump e Kim já estão em Singapura para “encontro do século”



Exame - O presidente americano, Donald Trump, e o líder norte-coreano, Kim Jong Un, já estão em Singapura para a aguardada cúpula que começa às 23h desta segunda-feira, no horário de Brasília. A segunda-feira foi marcada por conversas preliminares entre diplomatas e assessores para a redação do comunicado final da reunião. Um dos eventos esperados, um passeio de Kim pela ilha, não aconteceu: o coreano não deixou seu hotel.


O governo norte-coreano afirmou que o encontro pode iniciar uma nova fase de relações entre os dois países. O secretário de estado americano, Mike Pompeo, afirmou que os EUA querem a completa desnuclearização da Coreia do Norte, mas que o processo de negociações vai precisar de mais uma cúpula para se consolidar. Segundo Trump, caso o encontro seja bem-sucedido, ele convidará Kim para uma nova visita em Washington. Pelo Twitter, ele afirmou que há “otimismo no ar”.

A cúpula foi cercada de indefinições. No fim do mês passado, Trump cancelou o evento após o governo da Coreia do Norte ter criticado uma fala do vice-presidente americano, Mike Pence. Em entrevista ao canal FoxNexs, Pence comparou a Coreia do Norte à Líbia. Além da crítica, o governo da Coreia do Norte ainda reiterou estar pronto para um confronto nuclear com Washington se for necessário. Trump já havia ameaçado destruir completamente os norte-coreanos.

Até agora, as únicas ameaças que se concretizaram foram as sanções econômicas e diplomáticas. Cerca de 27 empresas e 28 navios da Coreia do Norte foram proibidos de manter trocas comerciais, desde o ano passado. Além disso, o Conselho de Segurança da ONU proibiu 90% de exportações de produtos de petróleo refinado para a Coreia do Norte, limitando o fornecimento de petróleo para a Coreia do Norte em 4 milhões de barris ao ano.

A China, principal aliada da Coreia do Norte, passou a limitar as exportações de petróleo, produtos refinados, aço e outros metais para a Coreia do Norte. A desnuclearização pode livrar a Coreia do Norte das sanções.

Este é o primeiro encontro de um líder americano com um líder norte-coreano desde 2009, desde quando o ex-presidente Bill Clinton visitou Kim Jong-il, pai de Kim Jong Un, em Pyongyang em busca de um acordo para libertar dois jornalistas americanos presos pelo regime.

O presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, chegou a afirmar que Trump poderia ganhar um prêmio Nobel da Paz pelos esforços de reatar a relação com a Coreia do Norte. Também protagonista dos embates e principal aliada dos Estados unidos na região, a Coreia do Sul também espera que o encontro seja um sucesso.

Para Moon, tudo que se deseja “é a paz”. É o que todos esperam. Mas, depois de Trump ter abandonado uma reunião do G7 no Canadá acusando os anfitriões de “traição” neste fim de semana, tudo o que assessores mais próximos esperam é que um ataque de raiva do americano não ponha tudo a perder.

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